Page 85 - XXII Prêmio Tesouro Nacional 2017
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Tema – Equilíbrio e Transparência Fiscal – Helder Ferreira de Mendonça e Joseph David B. Vasconcelos de Deus
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onde: a é o peso atribuído a erros de previsão negativos (previsões otimistas) e b é
o peso atribuído a erros de previsão positivos (previsões prudentes). A estimação
desses parâmetros deve cumprir com a condição de não viés de c’(e), assim nós
assumimos a preferência do previsor (razão dos dois coeficientes = b/a) tal que a
média amostral de c’(e) é zero. Quando b/a > 1, há uma mais alta perda para erros
de previsão positivos e assim os previsores preferem tender para o lado otimista
das previsões. Quando b/a < 1, há uma mais alta perda para erros de previsão
negativos e assim os previsores preferem seguir previsões prudentes. Finalmente,
uma razão b/a próxima a 1 sugere adequação de que o previsor segue uma função
perda simétrica.
A qualidade das previsões para ambos os erros de previsão fiscal e de cresci-
mento é mostrada na tabela 1 para todos os horizontes preditivos considerados e
também para a amostra inteira de previsões.
Em relação ao erro de previsão fiscal, um EM negativo é observado em
todos os casos. Essa observação significa que as instituições de previsão não foram
prudentes nas suas previsões e, consequentemente, construíram um cenário
otimista que cria uma superestimação do quadro fiscal. Portanto, é observada
falta de transparência (opacidade). Esse resultado é também observado pelas
estatísticas do EMA, RQEM, e EPMA. Como esperado, quanto maior o horizonte
preditivo, mais baixa é a qualidade das previsões (o valor das estatísticas de precisão
cresce). Em geral, as estatísticas do erro de previsão de crescimento econômico
são similares àquelas observadas para o erro de previsão fiscal. No entanto, o EM
positivo observado para o horizonte preditivo do ano corrente sugere uma projeção
prudente para o horizonte de curto prazo. Em relação à acurácia das previsões, os
testes de não viés e autocorrelação propostos por Holden e Peel (1990) e repor-
tados em Acurácia 1 (tabela 1) rejeitam a hipótese de não viés e não correlação
para os erros de previsão fiscal, e assim a propriedade de fraca eficiência não é
observada. Isso significa que há uma tendência de superestimar ou subestimar
as previsões sistematicamente sobre o tempo. Em relação aos erros de previsão
de crescimento econômico, embora a presença de viés não seja observada para
os horizontes de 1 e 2 anos à frente, existe autocorrelação e, portanto, a fraca
eficiência é também rejeitada. Esses resultados são, em alguma extensão, confir-
mados pelo teste proposto por Öller e Barot (2000) e reportados em Acurácia 2
(tabela 1).
Os resultados para o teste de rigidez de informação estão reportados na
tabela 2. Para grande parte dos trimestres de revisão de previsão analisados nos
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